A História do Brasil, Heróis e Vilões do Povo

ÍNDICE

  1. Introdução: Nacionalismo no Brasil
  2. Brasil Colônia, a lei do mais forte
  3. Origens do Brasil: Familia Real comprometida e endividada, a Influência Maçonica
  4. Primeira República: O Tirânico Reinado Maçonico
  5. Getúlio Vargas esmaga as Sociedades Secretas: Princípio da Unidade e Desenvolvimento Brasileiro
  6. Vargas trai Plínio Salgado: A Morte do Integralismo
  7. Vargas na Segunda Guerra Mundial: Pressões da Corporocracia dos EUA
  8. Vargas presidente em 1951: Mundo pós 2GM, um Mundo Diferente, a Guerra Fria
  9. Carlos Lacerda, ferramenta do Capital Internacional, o Traidor da Pátria  
  10. Mártirio de Vargas: Dedicado à Patria até a Morte





1.Introdução: Porque o Nacionalismo no Brasil não cresce?

Muitos dizem que é por culpa da identidade brasileira, incapaz de crescer. Alguns outros dizem que é algo étnico e genético. Alguns jogam a culpa nos EUA, na Europa, China, deve ter alguns que dizem que é culpa da Argentina. Os mais inteligentes e corajosos dirão que é culpa dos judeus, e eu venho provar aqui hoje que TODOS eles estão errados, ao menos em parte, já que ainda que alguns desses grupos ou nações tenham tido influências negativas de fato o fracasso do Brasil não é culpa de nenhum outro a não ser dos próprios brasileiros, e vou mais afundo, explico o que em específico dos brasileiros impede o crescimento do Brasil e do nacionalismo brasileiro.

Cada par de anos o povo vai as eleições votar, mas nada muda porque o povo não sabe sequer quais são os seus problemas já que o povo é mantido na pobreza material e espiritual pela elite como já explicamos no artigo, Eudaimonia o verdadeiro propósito da política. 

Primeiro de tudo vamos discutir a importância de conhecer a própria história já que é algo que se diz muito mas as coisas que se dizem muito sem uma explicação boa entram por um ouvido e saem pelo outro. 

Nós nascemos no mundo sem conhecer nada e sem saber de nada e na maioria dos casos nossos pais são iguais, ele simplesmente trabalham para poder sobreviver outro dia e ter o entretenimento de cada dia e não tem uma história a nos contar sobre nossa trajetória nacional. O que é algo compreensível.

Acontece que graças a "gloriosa" Democracia Liberal toda a população está diretamente envolvida na política nacional, portanto é necessário que toda a população tenha o mínimo entendimento de sua situação política e de quais são os problemas que eles tem como uma nação, e entender a prioridade e hierarquia dos problemas, já que uns são mais importantes que outros, e uns afetam mais a população que outros. 

Se as pessoas não têm esse entendimento e esse mais elevado nível de consciência histórica, as pessoas não vão ser capazes de votar da maneira certa , vão votar em qualquer um que oferecer mais "doces" Como dizia o filósofo grego Sócrates em sua história onde traçava um paralelo entre o funcionamento da democracia e um vendedor de doces que vende para crianças 

O cidadão comum entendendo esta situação provavelmente nem tenha mais tanto interesse na democracia visto que grande parte da população já sofre bastante e tratando de trabalhar para pagar o pão de cada dia não querem ainda por cima ter que saber das notícias ter conhecimento histórico ou estudar de qualquer maneira

É óbvio que um povo que não se conhece, não sabe de sua história, não sabe quais são os problemas com os quais lidam faz já séculos e quais novos problemas surgem apartir daqueles antigos problemas, e isso é tudo feito de propósito, como lemos nos Protocolos dos Sabios de Sião. O sistema da Democracia Liberal que hoje se tornou um sinônimo de virtude e um dogma inquestionável na sociedade pós-cristã, foi criado na mesa dos "Sábios de Sião", homens que tem em mente o piores desígnios para a humanidade.

1 Tessalonicenses 2:14-15 
Os judeus os quais mataram ao Senhor Jesus, bem como aos profetas, e a nós nos perseguiram, e não agradam a Deus, e são contrários a todos os homens.

Uma democracia para funcionar requer uma população informada, mas um dos pilares da Democracia Liberal é o princípio da "liberdade de imprenssa" sob o qual a mídia não pode em circunstância alguma ser controlada pelo Estado, a não ser que seja para ter o seu canalzinho de TV presente, mas sem expressão nenhuma, só para dizer que tem como acontece de fato.

Como dizia a corajosa pensadora político-econômica Maria da Conceição Tavares, "A mídia é quarto poder, e é responsável pela desinformação da população e a constante miséria política do Brasil."


Maria da Conceição foi a única na época a ver os absurdos da corrupção do sistema brasileiro de sua época com,compra de votos da reeleição de FHC (1997), relações promíscuas em privatizações, favorecimento ao sistema financeiro e o Encobertamento de tudo pela mídia que é propriedade desses mesmos oligarcas que corrompem a nação.

Pois bem primeiro de tudo precisamos entender nossa situação e estabelecer os princípios para entender esta questão. Precisamos entender o que é o Brasil primeiro de tudo.

Períodos do Brasil:

  • Brasil Colônia
  • Brasil Império
    • Primeiro Reinado (1822-1831)
    • Período Regencial (1831-1840)
    • Segundo Reinado (1840-1889)
  • Primeira República (1889-1930)
    • ou Repúlica Maçonica, do Café com Leite, Oligárquica
  • Segunda República (1930-1937)
    • Governos Provisório e Constitucional de Vargas
  • Terceira República (1937-1946)
    • Estado Novo de Vargas
  • Quarta República (1946-1964)
    • República Populista, Trabalhista, Desenvolvimentista, Nacionalista, Varguista
  • Quinta República (1964-1985)
    • Regime Militar, "Ditadura Militar."
  • Sexta República (1985-Hoje)
    • ou República Neoliberal, Nova República 


Origens do Brasil: Familia Real comprometida e endividada, a Influência Maçonica

No Brasil Colônia os senhores de engenho e donos de fazenda tinham, seus empregados, seus escravos, sua familia, e sua própria lei. O Estado não era estruturado e centralizado, portanto não havia justiça centralizada como entendemos hoje. Isto se manteve no Brasil Império e até depois, e é algo essêncial para se entender o Brasil.

O Brasil foi descoberto pelos portugueses no século 16, e ficou como uma extensão do território português, por muito tempo sem receber muita atenção dos portugueses. Era uma oportunidade para os homens do Portugal vir ao Brasil e fazer dinheiro, explorar as riquezas. Foi assim até o século 19 quando toda a corte real portuguesa veio ao Brasil para fugir do Imperador Napoleão Bonaparte que fez um estrago em toda a Europa.

Portugal para poder sobreviver como nação independente rodeada pela Espanha teve que fazer diversos acordos e concessões para com a Inglaterra. O que já colocava a Familia Real Portuguesa em uma posição de vulnerabilidade perante os ingleses, e agora com a migração de todo o aparelho estatal pra o Brasil, ainda mais, já que foi uma migração cara, para isso D. João VI se endividou com os Rothschild, a famosa dinastia banqueira judaica.

Logo disso os maçons pressionavam para que o Brasil se independizasse do Portugal, como eles fizeram também na América espanhola. Dentro da maçonaria houveram discussões sobre a natureza do novo Regime, alguns queriam que fosse uma República e outros uma Monarquia Constitucional, entre estes estava José Bonifácio, que venceu a disputa. 

Nesse contexto D. Pedro I do Brasil, declarou a independência do Brasil, ele teve uma longa batalha pelo poder com a maçonaria. Batalha esta que ele perdeu eventualmente, tendo que expulsar seus ministros leais para colocar no seu lugar burocratas maçons.

Portugal mandou levar D. Pedro I para Portugal,  mas a maçonaria que acreditava ter o imperador sob controle, o incentivou a resistir, no "Dia do Fico" 9 de janeiro de 1822 se consolidava o principio da independência, todo esse processo financiado por maçons.

Dom Pedro iniciou na maçonaria em 2 de agosto de 1822, no 'Apostolado da Nobre Ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz', recebendo o título de Guatimozin e prestando preito expressivo à maçonaria. No dia 13 de julho de 1822, foi eleito Mestre do Grande Oriente, e em 7 de Setembro de 1822, após o Grito do Ipiranga, proclamou a independência do Brasil, com os Ideais de "Independência ou Morte!", curiosos ideais esses que, inclusive, vinham dos dizeres maçônicos: "União e Liberdade, Independência ou Morte

No dia 4 de outubro de 1822, foi proclamado Grão-Mestre do Grande Oriente por José Bonifácio. Após a Independência do Brasil em 1822, a maçonaria dividiu-se em facções: conservadores, liderados por José Bonifácio (Grão-Mestre do Grande Oriente Brasílico e do Apostolado), defendiam uma monarquia constitucional e maior autonomia no Reino Unido com Portugal; liberais, comandados por Gonçalves Ledo e Cônego Januário da Cunha Barbosa (Grande Oriente), buscavam rompimento imediato e inclinavam-se ao republicanismo. Bonifácio perseguiu Ledo, acusando-o de conspirar contra Dom Pedro I para implantar uma república. O Imperador apoiou a repressão: Januário foi preso, Ledo exilou-se em Buenos Aires, e outros foram detidos ou deportados. A devassa revelou mais intrigas políticas que provas concretas. Os aliados de Bonifácio dominaram a Assembleia Constituinte de 1823, mas conflitos com deputados e o Imperador levaram à suspensão de lojas maçônicas e à dissolução da Assembleia em novembro de 1823. Bonifácio e aliados foram exilados para a França, e a Constituição monárquica e centralizadora foi outorgada em 1824. Anos depois, Bonifácio reconciliou-se com Dom Pedro, retornando ao Brasil em 1829. Em 1832, uniu-se a Ledo no Manifesto Maçônico, denunciando o "perjúrio" do Imperador. A luta entre o soberano e as facções continuou até a abdicação de Dom Pedro I em 7 de abril de 1831, atribuída aos liberais exaltados, com tons de conspiração maçônica.

Para entender mais a fundo esta história recomendo ler o artigo de meu amigo em https://terradosolbr.blogspot.com/2026/01/a-maconaria-inglesa-na-historia-do.html

Ou ler direto da fonte, que é o livro de Gustavo Barroso: A História Secreta do Brasil Vol.2

Mas a influência liberal sobre o Brasil não para por aí. D. Pedro II foi um imperador que foi educado pelo Grão-Mestre do Grande Oriente, José Bonifácio. Portanto ele sempre foi um liberal, e quando deram o golpe, ele nem se sentiu com a autoridade moral para combater o movimento republicano, já que no seu próprio coração, ele acreditava nos valores liberais, maçonicos, e republicanos, porque assim foi ensinado.


Primeira República: O Tirânico Reinado Maçonico

Após o Golpe Republicano, e a deposição e exílio de D. Pedro II, se instaurou o a República Maçonica, também conhecida como a Primeira República, ou  República das Oligarquias, República do Café com Leite. Como podemos ver neste infográfico, a ESMAGANTE maioria dos Presidentes da Primeira República pertenceu a uma Sociedade Secreta. Fosse ela a Maçonaria ou a Bucha que foi uma outra organização secreta análoga a Maçonaria, criada por um amigo de Adam Weishaupt. Como nos explica Gustavo Barroso em A História Secreta do Brasil Vol.3

Importante frisar que eu prefiro errar por menos que por mais, portanto poupei de categorizar como maçom a Wenceslau Braz, Delfim Moreira e Arthur Bernardes, mas tudo indica que eles foram sim maçons. O mais questionavel é Arthur Bernardes, mas sabemos que ele foi da Bucha que é outra sociedade secreta análoga à maçonaria. 

A Primeira República foi caracterizada pela dominação das oligarquias cafeeiras (política do café com leite), voto fraudado e exclusão das massas urbanas. Era uma política de poucos para poucos. O Brasil era um país dividido e fragmentado, onde cada estado tinha sua própria luta, e a máquina Estatal era usada como uma ferramenta para enriquecer os oligarcas de maneira rotativa.
Grande parte da população nem sabia o que era um "Governo Federal", é cada um por sí. A pura essência do liberalismo egoísta que é, e sempre foi, a ideologia maçonica.

Getúlio Vargas esmaga as Sociedades Secretas: Princípio da Unidade e Desenvolvimento Brasileiro

Após a Revolução de 30 tivemos finalmente um governo soberano e verdadeiramente defensor do interesse nacional em Getúlio Vargas, que proibiu a Maçonaria e a Bucha. 
Vargas viria a se tornar provavelmente a, figura mais central da história do Brasil contemporâneo:
  • Ele encerra o ciclo da República Maçonica, 1889-1930
  • Inicia a maior era de Desenvolvimento Nacional do Brasil até hoje, 1930-1945
  • Cria uma série de sucessores que seguindo seus passos governam o Brasil de maneira nacionalista, com seus altos e baixos, 1946- 1964
  • Culminando no golpe do 64 que, influenciado pelo Capital Internacional, visou acabar com a prosperidade do povo brasileiro do legado varguista, 1964-1985
  • O que nos traz a Sexta República, ou República Neoliberal, um Sistema corrupto e já totalmente subserviente ao Capital Internacional 1985-Hoje
Uma vez enfraquecidos por Vargas a Bucha nunca mais retornaria a ser o que era, mas ainda conseguiu eleger um presidente mais, Nereu Ramos naquele período de instabilidade política que se instaurou após a morte do grande herói nacional que foi Getúlio Vargas que combateu as Oligarquias Regionais que escravizavam toda a nação visando os seus respectivos lucros egoístas. Ato que ficou eternizado no evento onde Vargas simbólicamente queimava as bandeiras estaduais, e erguia a bandeira nacional. Simbolizando a unidade nacional e o início do Projeto Nacional.

Getulio Vargas - Estado Novo - Cremação das Bandeiras Estaduais

Vargas trai Plínio Salgado: A Morte do Integralismo



Vargas reprimiu o comunismo revolucionário de Carlos Prestes que tentou de maneira desorganizada tomar o poder, usou da ajuda dos Integralistas que eram na época grande parte da direita política para combatê-los muitos homens morreram em ambos os lados. Tanto do lado de Vargas e os integralistas como dos comunistas. Plínio apoiou o golpe de Vargas.

Em 1937 o Integralismo era um movimento, um partido político e uma milícia, eles eram fortes, numerosos, disciplinados e influentes, com muitos intelectuais nas suas linhas. Plínio Salgado foi convidado pelo governo Vargas para dar uma olhada na nova Constituição que Vargas havia feito, a Constituição de 1937. Plínio disse que a Constituição era "fascista demais". Plínio defendia a "democracia integral", uma democracia unipartidaria onde os trabalhadores são representados através de suas corporações de ofício. Podemos discutir mais sobre a democracia integral em outra ocasião.
Plínio achou a Constituição de Vargas excessivamente autoritária, certamente ele estava preocupado com o seu partido político, a Ação Integralista Brasileira (AIB).

Portanto Plínio e Vargas chegaram a um acordo que consistia no seguinte, Plínio teria que:
  1. Acabar com a Milícia Integralista, uma organização paramilitar integralista, liderada por Gustavo Barroso. Já que Vargas temia um golpe por parte dos integralistas, usando da milícia
  2. Fechamento de todos os Partidos Políticos, ou seja que a AIB deixaria de existir como Partido Político, algo que Plínio concordou com tanto que todos os outros partidos fossem fechados, já que o Integralismo também é contra a existência de Partidos Políticos.
E em troca receberia:
  1. O Cargo de Ministro da Educação do Governo Vargas
  2. A Ação Integralista Brasileira seria permitida continuar existindo e trabalhando como organização cívico-cultural, já que a AIB na época fazia trabalho de levar educação, ensinar civismo, oferecer serviços de saúde, entre outros.
Plínio Salgado concordou com este acordo oferecido pelo Governo Vargas. 
Portanto a AIB como partido político cessou de existir junto com todos os outros, e Plínio acabou com a milícia integralista. Mas nesse momento Vargas decidiu que não iria cumprir com a sua parte do acordo.

O governo Vargas passou a perseguir os integralistas em um jogada maquiavélica de Realpolitik Vargas traiu a Plínio passando a reprimir violentamente o Integralismo em todo o Brasil. Núcleos integralistas, livros, camisetas, e tudo contendo a simbologia do movimento foi queimado, muitos integralistas foram presos e Plínio Salgado ficou exilado no Portugal de 1939 a 1946.


A relação entre o Integralismo Brasileiro e Getúlio Vargas não pode ser compreendida como um simples embate entre “autoritarismo e democracia” ou “extremismo e Estado”, mas sim como uma disputa concreta de interesses políticos, expectativas frustradas e promessas não cumpridas entre dois projetos conservadores e nacionalistas que, em determinado momento, caminharam paralelamente. 
Durante os primeiros anos, houve convergência prática entre Vargas e os integralistas. O governo tolerou e em certos momentos estimulou indiretamente a atuação do movimento, pois este funcionava como força de contenção ao avanço do comunismo, especialmente após a Intentona Comunista de 1935, que reforçou no imaginário político a necessidade de um Estado forte e vigilante. Nesse contexto, tanto Vargas quanto o Integralismo se apresentavam como alternativas à desordem liberal e à ameaça revolucionária.
O ponto de ruptura não foi ideológico em essência, mas político e estratégico. Os integralistas esperavam reconhecimento institucional, espaço no poder e participação direta no projeto de Estado que se desenhava. Vargas, por sua vez, jamais aceitou dividir poder real com um movimento de massas autônomo, organizado e ideologicamente coeso. O Estado Novo (1937) representa esse divisor de águas: ao extinguir todos os partidos, Vargas rompe definitivamente com o Integralismo, não por repulsa aos seus valores centrais, mas por entender que qualquer organização independente ameaçava sua autoridade pessoal e o monopólio do Estado.

Opinião: VARGAS CAUSOU SUA PRÓPRIA MORTE AO TRAIR O INTEGRALISMO

Vargas tinha concordado em permitir a AIB continuar existindo como organização cívica com o apoio governo e dar o MEC pra Plínio e ñ cumpriu pq ficou com medo de ter seu poder ameaçado vendo os integralistas como um grupo coeso numeroso e bem estabelecido. Esse foi o GRANDE ERRO de Vargas. Pq Vargas se matou? Pq vivia num Brasil infestado de liberais que odiavam tudo que Vargas simbolizava,  Ele teve tanto desgosto da ingratidão popular que se matou, sentiu que assim o seu sangue motivaria as próximas gerações a continuar lutando pelo Brasil.

Se Plínio tivesse liderado o MEC isso nunca teria conhecido. Pq Plínio teria ensinado o povo a amar o autoritarismo e a ser subordinado as autoridades e glorificar as grandes conquistas de Vargas.

O levante integralista foi só DEPOIS da traição de Vargas e descumprimento de suas promessas e abolição da AIB. Se Vargas não tivesse traído o Integralismo Vargas viveria até hoje. Através de seu nacionalismo. Más ele teve medo do integralismo. Vargas foi ganancioso, não Plínio. Ele quis reinar sozinho "pra que eu preciso deles?" A resposta é: Pra exterminar o espírito liberal burguês e instruir os cidadãos no bom caminho de ser e pensar. Esse mesmo espírito liberal foi o que matou Vargas décadas mais tarde. Quando Vargas matou o integralismo ele coroou o Liberalismo como Rei unânime do Brasil pelos porvir. E matou o único inimigo verdadeiro do Marxismo e do Marxismo Cultural.

O resultado nós estamos vivendo agora. Constituição de 88 feita por ex guerrilheiros comunistas e uma Oligarquia corrupta. Quem estava do lado de Vargas batendo continência quando ele queimava as bandeiras estaduais e elevava a bandeira nacional em sinal de União nacional E combate as oligarquias regionais?

Eram os oligarcas liberais estaduais? Os marxistas? Não. Eram os integralistas. A realidade que os trabalhistas neo marxistas e os integralistas tradicionalistas católicos cínicos nunca vão admitir é que: Vargas em essência tinha uma visão muito parecida ao Projeto de Nação Integralista.

Mas ele temeu pelo seu poder e julgou correto reprimir eles. O que devemos entender é que: Vargas sem dúvida avançou o projeto material do Brasil, mas o Integralismo teria avançado o projeto espiritual, intelectual e cultural do Brasil. O projeto trabalhista de Vargas e seus sucessores, e o projeto Integralista não eram opostos, eram COMPLEMENTARES.

Assim, Vargas esmagou o movimento que tinha sido um grande aliado até então, movimento este com o qual ele compartia grande parte dos seus ideais. O que Vargas não sabia é que ele, de certa maneira, pagaria com sua própria vida por ter feito isto, como veremos mais tarde, porque a ideia de Plínio Salgado é que o Integralismo agisse como uma vanguarda intelectual e cultural, cívica e nacionalista. E o motivo pelo qual Vargas se sentiu pressionado políticamente até o ponto do suicídio foi justamente por falta de uma base popular e intelectual que protegesse ele das mentiras e ataques de seus opositores.

Plínio com o Integralismo queria, como ele dizia, "elevar a consciência popular" que é uma nobríssima causa que Vargas devia ter buscado integrar ao seu próprio projeto político para fortalecer o seu próprio movimento. Mas a política é feita por homens e homens não são perfeitos.

Vargas na Segunda Guerra Mundial: Pressões dos EUA

Quando a 2a Guerra Mundial estorou Vargas não escolheu nenhum lado imediatamente, mantendo sua Política Externa Independente, preferiu se ocupar de seus próprios problemas e negociar com ambos os lados, maximizando assim o benefício brasileiro. Os EUA entraram na guerra em 1941 e desde então pressionaram o Brasil para entrar na guerra do lado dos Aliados. 
O Brasil já estava, na prática, alinhado aos EUA antes de agosto de 1942.
Bases aéreas no Nordeste (Natal, Recife, Salvador) já operavam como infraestrutura estratégica dos EUA

Os Acordos de Washington selaram em princípio um empréstimo de 100 milhões de dólares para a modernização e implantação do projeto siderúrgico brasileiro, além da aquisição de material bélico no valor de 200 milhões de dólares. Esses acordos foram decisivos para a criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Companhia Vale do Rio Doce (VALE). Com a zona cafeeira em processo de falência com a crise de 29, era necessário na visão de quem controlava a economia dali substituir o café por outro alicerce econômico na zona e seus lobbys viram na costa do Nordeste Oriental e Setentrional um modo para arrancar dos EUA dinheiro para financiar a VALE e a CSN, bastião para as indústrias do ABC movida a migração nordestina para ampliar o comércio paulistano, aumentar os impostos para o DF e Guanabara e, de quebra, ampliar o movimento em Santos via escoamento. O lobby era tão grande que Getúlio foi capaz até de trair os seus próprios aliados Integralistas pró-Eixo, que o sustentaram no poder e durante o golpe de estado.

Assim, o Brasil assumiu o compromisso de fornecer minérios estratégicos e importantes à indústria bélica americana. Os principais produtos eram alumínio, bauxita, borracha, cobre, cristal quartzo, estanho, magnésio, mica, níquel, tungstênio, zinco, entre outros.

Apesar das pressões que sofreu,Vargas fez um bom governo que fortaleceu os direitos até o ano em que finalizou a Segunda Guerra Mundial, 1945. É sucedido pelo seu ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra.

Vargas presidente em 1951: Mundo pós 2GM, um Mundo Diferente, a Guerra Fria


Em 1951 Vargas, usando de seu partido que ele inteligentemente havia criado durante seu tempo de ditador, o PTB, se candidatou a presidência e venceu.
Mas o mundo pós Segunda Guerra Mundial tinha mudado.

Como já vimos em meus outros artigos como "Quem detêm o Poder Verdadeiramente", após o final da 2GM, os EUA refinaram seus sistemas de inteligência e infiltração, sistemas esses que por operar de maneira dissimulada são muitos mais efetivos, e usam de toda a capacidade nacional, pública e privada para exercer sua força. A União Soviética também adotou táticas de inteligência e espionagem, mas grande parte do mundo ainda não estava acompanhando as novas maneiras em que a guerra operava. 

Esta foi a chamada Guerra Fria, a guerra das agência secretas, das infiltrações, das mentiras, das guerras por proxy, ou "guerra por procuração" onde estados poderosos, como por exemplo os EUA e a URSS, financiam grupos armados dentro de uma nação para que lutem a guerra por eles. 

Dessa maneira os estados hegemônicos não tem que "sujar suas próprias maos" com a guerra. Foi assim que se deu a guerra na Coreia, que dividiu a Coreia em Coreia do Norte, alinhada à URSS, e Coreia do Sul, alinhada aos EUA, por exemplo.

Neste novo mundo líderes como Vargas com uma Política Externa Independente são vistos como uma ameaça à hegemonía americana, e são de fato. É por isso que os EUA usaram de toda sua influência, com agentes infiltrados como: 

- A grande mídia brasileira vendida ao Capital Internacional.

- Institutos e Think Tanks, financiados pelo governo dos EUA que tem o intuito de destruir o Brasil cultural e intelectualmente espalhando ideias falsas e anti-nacionais.

- Políticos corruptos que se vendem ao Capital Internacional.

- Oligarquia Nacional que deseja obter mais poder, que é incomodada pela política orientada ao trabalhador.

Havia também um liberal agitador e anti varguista dedicado a gerar comoção e derrubar o Governo Popular de Vargas e todos os outros que visassem defender o interesse brasileiro, esse homem foi Carlos Lacerda.


Carlos Lacerda, ferramenta do Capital Internacional, o Traidor da Pátria  



- Carlos Lacerda, um influente político e jornalista da época que trabalhou incessantemente para fortalecer o interesse americano no Brasil, pensava ele que o Capital Internacional iria dar poder a ele, mas ele ainda tinha posições que incomodavam, portanto nunca foi presidente. Ele foi usado para empurrar a janela de Overton na direção que os EUA queriam, e logo foi descartado como um idiota útil. Era bancado pelo grande oligarca da mídia brasileira Assis Chateaubriand da Rede Tupi, e pelo Roberto Marinho da Rede Globo e ainda tinha o próprio jornal Tribuna de Imprenssa.


Entrevista de Lacerda com o agente da CIA e membro da sociedade secreta Skull and Bones, William Buckley, onde Lacerda é interrogado sobre o Brasil e a interferência dos EUA. Lacerda defende que os EUA devem interferir menos no Brasil, e que o autoritarismo é ruim. Um ferrenho liberal, Lacerda foi útil para derrubar e anatemizar os governos populares no Brasil que traziam benefícios para a população brasileira e instaurar a República Neoliberal que vivemos atualmente. Este programa de Buckley, que foi muito popular em seu tempo, foi uma maneira da CIA obter feedback em suas operações e mudarem sua estratégia.

Uma vez imposto o Regime Militar Lacerda se aliaria a JK e Jango formando a Frente Ampla contra o Regime Militar em 1966, os 3 morreriam no espaço de um ano depois: 

- JK morreu em 22 de agosto de 1976 em um "acidente de carro".

- Jango morreu de infarto agudo do miocárdio foi assasinado pela inteligência paraguaia em 6 de dezembro de 1976. Em 2008, o ex-agente do serviço de inteligência uruguaio, Mario Neira Barreiro, declarou à Folha de S.Paulo que Goulart fora envenenado a mando do delegado Sérgio Fleury, do DOPS, com autorização do então presidente Ernesto Geisel, o historiador Moniz Bandeira que era próximo a Jango questiona essa afirmação, segundo ele Jango já tinha problemas de coração faz tempo.

- Lacerda morreu em 20 de maio de 1977, com sintomas de gripe, Carlos Lacerda internou-se para exames na Clínica São Vicente. No dia seguinte, em 21 de maio, com febre, desidratação e diabetes, morreu vítima de um infarto cardíaco, no Rio de Janeiro


Muitos acreditam que eles foram assasinados pelo Regime Militar, provavelmente com a colaboração das agências de inteligências estrangeiras, principalmente a estadounidense. Já que a Frente Ampla era uma ameaça ao Regime Militar, e também era uma ameaça aos Estados Unidos.
Encerrou-se assim a República Trabalhista, onde até os opositores rastreiros como Carlos Lacerda tinham um certo grau de noção de nacionalismo e interesse nacional, e adentramos na era do nacionalismo militar, que negligenciava o aspecto social, concentrando a renda.
As Reformas de Base, propostas por Jango, cruciais para o bem do Brasil, foram abandonadas pelo Regime Militar que acreditava em política econômica do "primero cresce, depois divide o ganho".
De fato o Regime Militar cresceu a economia, e fizeram muito mais do que poderíamos imaginar em um milhão de anos na atual Sexta República, mas a divisão dos lucros nunca veio.

🧭 Quem foi Carlos Lacerda (1914–1977) — visão geral

Carlos Lacerda foi:

  • o principal líder da direita civil organizada no Brasil do pós-guerra

  • o maior opositor político de Getúlio Vargas nos anos 1950

  • um operador político-midiático, não apenas um jornalista

  • um liberal antinacional-desenvolvimentista e anticomunista radical

Ele entendeu antes de muitos que mídia era poder político direto.


📜 Trajetória política resumida

🧠 Juventude e ruptura ideológica

  • Anos 1930: jovem intelectual, chega a flertar com o comunismo

  • Rompe com a esquerda ainda jovem

  • Passa a ver o Estado forte e o trabalhismo como ameaças à “liberdade”

👉 Essa ruptura gera nele um anticomunismo quase obsessivo, que vai marcar toda sua atuação.


📰 Conexão com a mídia — Tribuna da Imprensa

Fundação e papel

📅 1949 – funda a Tribuna da Imprensa

O jornal não era apenas informativo:

  • era militante

  • tinha linha editorial abertamente antigetulista

  • funcionava como arma política diária

Lacerda:

  • escrevia editoriais violentos

  • acusava sem mediação

  • criava climas de crise permanente

👉 Ele não “comentava” a política: ele tentava derrubar governos pela imprensa.


⚔️ Oposição a Getúlio Vargas

1️⃣ Antigetulismo como projeto

Para Lacerda, Vargas representava:

  • populismo

  • estatismo

  • ameaça à elite liberal

  • risco de “argentinização” ou “peronização” do Brasil

Ele atacava especialmente:

  • a Petrobras

  • o aumento do salário mínimo (1954)

  • a política externa independente


2️⃣ Campanha sistemática de deslegitimação (1951–1954)

Durante o governo constitucional de Vargas:

  • acusava corrupção sem provas conclusivas

  • associava Vargas ao “caos” e à “subversão”

  • falava em “república sindicalista”

👉 Criou o ambiente político que tornou o governo ingovernável.


🔫 O atentado da Rua Tonelero (1954)

📅 5 de agosto de 1954

  • Lacerda sofre atentado

  • Morre o major Rubens Vaz (Aeronáutica)

  • Gregório Fortunato, conhecido como o Anjo Negro, líder da guarda pessoal de Vargas, vendo como Lacerda atacava a Vargas, decide tratar de assasinar Lacerda. Os assasinos erram os tiros, e matam um policial e um guarda de Lacerda. Descobre-se ligação com Gregório Fortunato

Getúlio Vargas e sua guarda pessoal, chefiada por Gregório Fortunato (lado direito da foto).

Isso gera:
  • crise militar, pois o guarda de Lacerda que morreu era da Aeronáutica, e eles decidem investigar o caso e se tornar contra Vargas

  • pressão aberta pela renúncia

  • isolamento total de Vargas

👉 Sem Lacerda, não há crise de 1954.
👉 Sem a crise, não há suicídio.


🕊️ Após a morte de Vargas

O tiro sai pela culatra.

  • Comoção popular gigantesca

  • Multidões atacam jornais antigetulistas

  • Tribuna da Imprensa é empastelada

Lacerda vira, para grande parte do povo:

“o homem que matou Getúlio”

Isso o persegue politicamente.


🏛️ Governador da Guanabara (1960–1965)

📅 Eleito em 1960

Como gestor:

  • administração tecnicamente eficiente

  • obras urbanas

  • combate ao clientelismo local

Mas politicamente:

  • radicaliza o discurso antiesquerda

  • passa a conspirar contra Jango


🚨 Lacerda e o golpe de 1964

Papel central

  • Apoia ativamente o golpe

  • Articula civis, militares e imprensa

  • Acredita que será presidente depois do golpe

👉 Aqui está sua maior aposta — e seu maior erro.


❌ Ruptura com os militares

📅 1965

  • Castelo Branco edita o AI-2

  • extingue partidos

  • enterra eleições diretas

Lacerda:

  • rompe com o regime

  • vira opositor da ditadura

  • cria a Frente Ampla com JK e Jango (!)

Uploading: 582923 of 582923 bytes uploaded.

👉 Ironia histórica brutal: o homem que ajudou a derrubar a democracia é cassado pela ditadura.


🇺🇸 Relação com os EUA — o que é fato e o que é debate

✅ Fatos documentados

  • Lacerda era abertamente alinhado ao bloco ocidental

  • Mantinha relações próximas com:

    • embaixada dos EUA

    • fundações e think tanks liberais

  • Era visto como liderança confiável pelos EUA

Isso está documentado em:

  • arquivos diplomáticos

  • correspondência

  • memórias de diplomatas


Mártirio de Vargas: Dedicado à Patria até a Morte

Através desses diferentes orgãos subversivos foi-se criado, pelos grupos já enumerados, como sempre fizeram em diversos países, uma crise nacional, um escândalo midíatico e uma proliferação de ideias anti-nacionais, que levaram a morte de Getúlio Vargas.

Em meio a uma crise política que quase gerou uma guerra civil, Vargas escreve uma carta ao povo brasileiro:

Carta Testamento

Getúlio Vargas fala de suas Dificuldades e Conquistas:

Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

Sigo o destino que me é imposto. Depois de décadas de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci.

Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.

Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.

E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História. 

(Rio de Janeiro, 23/08/54 - Getúlio Vargas) Carta Testamento - Getulio Vargas file:///C|/site/livros_gratis/carta_testamento.htm [19/06/2001 00:04:38]


É uma carta que deveria habitar o imaginário de todo brasileiro. E essa foi a intenção de Vargas quando se matou. A intenção dele foi que as pessoas se perguntassem, porque é que esse líder brasileiro revolucionário que para sempre mudou a história do país decidiu se suicidar? O que ele pode ter dito em sua Carta Testamento? 

Vargas resume a sua carreira política, suas conquistas e dificuldades, o seu esforço e dedicação ao povo brasileiro, não como os políticos que falam de boca pra fora, mas como alguém que JÁ FEZ tudo aquilo, e agora tendo os inimigos na porta, prontos para tirá-lo do poder, já velho e cansado de todo o esforço, e satisfeito pelo que conquistou, decide deixar uma poderosa mensagem para as gerações que haveriam de vir.

Ele conhecia do poder da mídia, o quarto poder, como o definiu Maria da Conceição Tavares, e quis deixar uma mensagem que fosse maior que a mídia, uma mensagem que fosse ecoar na história para sempre, independente de quanto tentarem a censurar. E por isso se suicidou e escreveu com seu sangue esta carta.

Ele sabia também que era um dos líderes mais populares do mundo e que era amado pelo povo. Sendo assim a sua morte causaria revolta e faria o povo mais fervorosamente lutar por tudo aquilo que Vargas durante sua vida defendeu. E assim foi. Quando Vargas morreu a população enfurecida destruiu os jornais que tinham o atacado. E o legado getulista sobreviveu outra década mais com os presidentes da República

É também importante contextualizar que Vargas morreu em 1954, e no ano passado, 1953, a CIA tinha derrubado o líder iraniano nacionalista Mohammed Mosaddegh, conhecido por nacionalizar o petróleo iraniano, tirando-o assim, da posse do Capital Internacional. Que foi a mesma coisa que Getúlio Vargas fez, entre muitas outras coisas que irritaram o Capital Internacional que ele fez.
Vargas lutou para que o povo brasileiro atingisse a Eudaimonia, como todo bom governante deve fazer.  Como dissemos no artigo, Eudaimonia o verdadeiro propósito da Política. Ele lutou para que o povo prosperasse em todos os aspectos e pudesse se elevar na pirâmide das necessidades de Maslow.


Aonde quero ir com esta história?

O que quero ilustrar é que o Brasil é um país que nasceu:

- Em um mundo pós-Revolução Francesa, ou seja um mundo onde as ideias iluministas, humanistas e materialistas e liberais já estavam por todas partes.

- No berço da maçonaria, de maneira bem Literal, se observarmos a maneira que D. Pedro II, nosso mais aclamado político e Imperador Brasileiro, foi literalmente criado e educado pelo Grão-Mestre do Grande Oriente, José Bonifácio. 

-Sériamente endividados aos Rothschilds.


"Mas o Brasil não nasceu com a vinda da corte portuguesa" 

De certa maneira sim, porque antes era mais um território secundário do Portugal, mas quando eles foram para o Brasil, de repente foram forçados a organizar o Brasil como país e um Império de verdade, apesar que lógico que o Brasil já tinha séculos de história naquele ponto.

"Mas você dizer que o Brasil é uma obra maçonica é viralatismo e antipatriotismo"

ERRADO. É a pura REALIDADE histórica da nossa formação. E esse é o meu ponto, precisamos parar de ficar querendo esconder a sujeira do tapete, querendo "escolher as coisas que vou adotar como parte de minha narrativa e quais não para criar uma narrativa limpinha e bonita" sobre a história do Brasil, e temos que olhar pra nossa história do jeito que ela é objetivamente se queremos fazer diagnósticos precisos de nossos problemas.

Na verdade é justamente através dessas "conversas desconfortáveis" que podemos buscar a melhoria. Então afirmo: Parte essêncial do problema do Brasil são os "historiadores da lingua doce", que querem contar uma historinha bonita do Brasil, escondendo todas as nossas máculas, sociedades secretas e suas conspirações, dívidas, negligências, erros e "coisas feias".

Esse é um problema gigante no cenário nacionalista brasileiro, porque essa mentalidade TRAVA o avanço do pensamento. Porque só se pode avançar reconhecendo a verdade de nossa história, porque a visão ilumina o caminho, só com a luz da verdade é possível enxergar os problemas do Brasil de forma clara e poder ver o caminho a salvação.

Já são uns 10 anos que participo do debate nacionalista brasileiro e Sempre me deparo com as mesmas gigantes travas do pensamento, que limitam a todos os movimentos. Vamos falar de quais são essas travas e como nos livrarmos delas.

UFA, sinto que descarreguei um grande peso do meu peito.😅

Pois bem, já que esclarecimos isso, agora sim, podemos falar do problema do Brasil atual. Como vimos obtendo uma visão geral da História Fundadora do Brasil, nosso país já nasceu no seio do liberalismo. O que isso significa para nós? Exploraremos em outro artigo

Comentários